Soraya é a segunda gaúcha titulada pela Sociedade

Na recente prova de título realizada durante o CBOT, uma segunda ortopedista mulher, Soraya Melina Alves, tornouse associada da SBQ que tinha, como única sócia até então, Rostanda Marti Meireles.

Curiosamente, as duas únicas especialistas em Quadril tituladas no Brasil são gaúchas, Soraya de Caxias do Sul e Rostanda de Jaguarão. Orgulhosa pela conquista, Soraya disse que acredita no pioneirismo do Rio Grande do Sul porque tradicionalmente as gaúchas são lutadoras e não desistem daquilo que querem. E acrescenta, rindo, que no Sul as mulheres costumam ter braço mais forte, o que também ajuda.

Formada na Universidade de Caxias do Sul, Soraya fez residência no Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre, e o treinamento especializado com Paulo Alencar, em Curitiba, no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná.

Sobre o exame, diz que foi um desafio, mais por ser a única mulher candidata e atrair a atenção de todo mundo. “Cheguei para o exame e todos os examinadores sabiam quem eu era”, a pressão foi grande, mas eu estava muito bem preparada, estudei bastante e passei”.

A respeito da opção pelo Quadril, Soraya, que tem 31 anos, explica que “foi amor à primeira vista”, ela se encantou com a subespecialidade desde quando acompanhou a primeira cirurgia e a escolha decorre também do fato de que os resultados são muito positivos. Para ela, a cirurgia do quadril é trabalhosa, mas não propriamente difí- cil, embora como nas demais áreas da Ortopedia tenha uma evolução constante, que torna muito necessária a educação continuada e o acompanhamento dos congressos, pesquisas e inovações.

“Não tenho nenhum parente ortopedista e optei pela carreira no Quadril sem influência de ninguém”, embora reconheça que o marido, também ortopedista, lhe deu força e muito apoio. E esse apoio foi necessário, porque como toda pioneira numa área, sentiu um pouco de preconceito e não sabe quantas vezes foi incentivada por colegas para optar por ortopedia pediátrica e outras subespecialidades que consideram ‘mais própria’ para uma mulher. “Principalmente porque com 1,63m de altura, além de mulher sou jovem e relativamente pequena, o que gerou certa desconfiança inicial”.

Quanto aos pacientes, a nova especialista não enfrenta restrições por ser mulher. “O que importa para quem chega ao consultório é o atendimento, o interesse demonstrado ao paciente, a comprovação de que conheço o assunto, a disponibilidade da informação” e isso é importante no momento em que, graças ao Dr. Google, isto é, à internet, o paciente já chega com um conceito prévio do que tem e do tipo de tratamento que acredita que o médico vai indicar.

Embora nova na área, Soraya não acredita que vai se arrepender. Em pouco tempo montou o consultório próprio, tornou-se só- cia de uma clínica de Ortopedia e opera em dois hospitais de Porto Alegre. “Não posso reclamar de forma alguma”.

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