Dor no quadril: evite exagerar nos treinos para não sofrer do problema

Correr sobrecarrega as articulações, por isso é importante se prevenir, para não contrair uma tendinite do músculo glúteo médio, comum entre os atletas

Você está no meio da corrida e sente uma fisgada dolorosa no glúteo. Antes de entrar em pânico, é importante checar a dor, que pode ir de um desconforto – devido a um treino mais pesado – a um indicativo de lesão no quadril. Correr sobrecarrega as articulações do quadril, do joelho e do tornozelo. Por isso, é importante se prevenir, para não contrair uma tendinite do músculo glúteo médio, muito comum entre os corredores.

O que é?

O músculo glúteo médio é responsável pelo movimento de abrir a perna, além de ser o principal estabilizador da bacia. Isto é, ele impede que a bacia incline para baixo quando tiramos o pé do chão. Por isso, ele é extremamente sobrecarregado durante a marcha e uma corrida, e é a lesão mais comum de quadril existente.

Causas

As causas para lesões são uma combinação de fatores, mas o principal motivo é o aumento da carga de exercício de forma abrupta, seja no caso dos corredores de fim de semana, que resolvem correr sem estarem treinados, ou em corredores regulares, que decidem aumentar consideravelmente sua carga de treino. O excesso de impacto na região também é causa do problema.

Como evitar?

A prevenção é a chave do sucesso de um praticante de atividade física:

– Seguir o planejamento dos treinamentos, com atividades de preparo físico, alongamento, fortalecimento, equilíbrio muscular e postura;
– Respeitar os períodos de descanso para a recuperação do corpo;
– Ter cuidado com o ‘overtraining’, pois o excesso de treino é lesivo ao corpo.

Uma vez diagnosticado o impacto, a prevenção se dá com a restrição de grandes amplitudes, para evitar as lesões decorrentes da síndrome, associada a um reequilíbrio da região.

Em casos mais graves, é sempre necessário parar suas atividades e procurar um ortopedista especialista em Medicina do Esporte.

Relatos

“Eu tive na Ultramaratona 24 horas deste ano e parei de correr. Quando começei a sentir a dor, eu parei com 126 km percorridos. Fui para casa e começei a colocar gelo três vezes por dia, procurei o médico depois de dois dias, fiz ressonância, e não foi nada, estava tudo certo. Voltei a treinar normalmente depois de quatro dias. Talvez, se eu tivesse continuado, poderia ter tido uma lesão grave no quadril” –  Carla Goulart (Belo Horizonte, MG)

– “Já tive dores no quadril quando aumentei a minha rodagem nos treinos. Só não foi necessário nenhum tratamento específico. Bastou aumentar a flexibilidade e aquecer antes dos treinos” – Regys Louzada (São Gonçalo, RJ)

– “Em 2009, tive um problema no quadril, que se extendeu até 2010/2011. Tendinite no glúteo médio e piriforme. Fiz 4 meses de fisioterapia particular e logo fui liberado. Hoje não sinto mais nada,  mas a cada 2 meses volto ao centro para ver como está o glúteo e fazer uma fisioterapia preventiva” – Anderson Zacarias (São Paulo, SP)

Palavra do especialista

“A corrida pode desencadear lesões em várias partes do corpo, mas as articulações do quadril, joelho e tornozelo são as mais acometidas. No quadril, a lesão mais comum é a tendinite do músculo glúteo médio. O início gradual da corrida, isto é, começar a correr devagar e acelerar progressivamente, e o alongamento ao fim da prática, são essenciais para evitar as lesões. Pode parecer clichê, mas o importante é ir devagar e sempre” – Dr. Marco Bernardo, ortopedista especialista em cirurgia do quadril.

 

Fonte: Globo Esporte

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